Cardiopatia congênita: um em cada 100 bebês nasce com problemas no coração

A malformação do coração é responsável por quase 40% dos óbitos por anomalia congênita em bebês com menos de um ano. No Brasil, a cardiopatia atinge um em cada 100 recém-nascidos. A cirurgia para correção é extremamente delicada e exige médicos altamente especializados e equipamentos de ponta, procedimento que ainda não é amplamente realizado no Brasil. No entanto, no Rio de Janeiro, a maternidade Perinatal atinge a taxa de sobrevida de 94%, muito acima da média internacional que é de 75%, colocando o hospital como uma referência em medicina cardíaca neonatal e pediátrica.

“Fazemos cerca de 20 a 25 intervenções cirúrgicas por mês, e recebemos pacientes de todo o Brasil. É uma marca muito relevante no cenário nacional. Entre os nossos atendimentos, 80% operam no primeiro ano de vida e, destes, 46% são já no primeiro mês”, diz Dra. Sandra Pereira, coordenadora de cirurgia cardíaca da Perinatal. “Muitos deles chegam por intermédio do obstetra ou clínico da mãe e já com um pré-diagnóstico, pois a maioria das cardiopatias pode ser diagnosticada através de um ultrassom com ênfase no coração”.

O exame é feito logo após a 18ª semana de gestação, como parte do pré-natal. Diante do diagnóstico de cardiopatia, os médicos da gestante devem encaminhá-la a um centro especializado, como é a Perinatal. O tratamento varia de acordo com o tipo de cardiopatia. 

Um dos exemplos de sucesso é a técnica de Norwood, implementada no Brasil pelo cirurgião e médico Dr. José Pedro da Silva. A cirurgia é indicada para recém-nascidos com hipoplasia de cavidades esquerdas e reconstrói a principal metade do coração do bebê. Segundo ele, quando a cirurgia ainda não era oferecida no Rio, o índice de mortalidade desta patologia era de 100%. 

Principais patologias tratadas

Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular apontam que, só no Rio de Janeiro, são 2,1 mil casos de cardiopatia congênita anuais. Entre os casos mais comuns estão: 

Comunicação interatrial (CIA), persistência do canal arterial (PCA), tetralogia de Fallot, transposição das grandes artérias, doença do ventrículo único (que inclui a hipoplasia de cavidades esquerdas), defeito do septo atrioventricular, drenagem anômala de veias pulmonares, transposição dos grandes vasos e mais 35 tipos de patologias.

Dentre as mais graves estão:

Hipoplasia de cavidades esquerdas. Cardiopatia muito grave com mortalidade de 100% sem a cirurgia e a mesma é realizada somente no nosso serviço.

Doença de Ebstein. Consiste no comprometimento do lado direito do coração, de difícil reconstituição. A técnica corretiva (cirurgia de Cono), de autoria do Dr Jose Pedro da Silva, se tornou reconhecida em todo o mundo por preservar as válvulas do paciente, ao invés do uso de válvulas artificiais, o que exigia novas cirurgias apenas para a substituição das próteses.

Transposição com Comunicação Interventrícular e EP. Também a técnica de translocação foi criada pelo nosso cirurgião consultor, Dr. Jose Pedro e é realizada em nosso serviço.

Equipe especializada do Grupo Perinatal

A equipe médica altamente qualificada está sob comando da Drª Sandra de Jesus Pereira, especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria, em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, especialista em Cardiologia Pediátrica pela Sociedade Brasileira de Pediatria e de Cardiologia, com treinamento em pós-operatório de cirurgia Cardíaca no Children’s Hospital de Boston (centro de referência de cirurgia Cardíaca Pediátrica nos Estados Unidos). Por mais de dez anos, ela foi chefe de Cardiologia Pediátrica do Hospital dos Servidores do Estado. Além disso, Dra Sandra é membro e foi representante da América do Sul pelo Pediatric Cardiac Intensive Care Society de 2006 a 2010.

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