ECLÂMPSIA: UMA DAS PRIMEIRAS PACIENTES DA UTI MATERNO-FETAL CHEGOU À MATERNIDADE EM ESTADO GRAVÍSSIMO

“Era minha primeira gravidez, estava com 29 semanas. Comecei a me sentir mal de madrugada, desmaiei e fui levada às pressas para a Perinatal. Era eclâmpsia”, relembra Débora Gerchenzon sobre o episódio ocorrido há 18 anos. “Havia risco de eu ou minha filha perdermos a vida. Mas, graças à equipe da UTI, nós sobrevivemos. E eu ainda consegui engravidar de novo meses depois da minha segunda filha, sem complicações”.

Débora foi uma das primeiras pacientes da UTI Materno-Fetal e chegou ao hospital somente após convulsionar três vezes. Dr. Roger Rohloff, Clínico Intensivista Coordenador das unidades Laranjeiras e Barra, conta que mesmo após usar o sulfato de magnésio e seguir os próximos passos para casos refratários o quadro não estabilizou. A cada convulsão, o feto monitorado apresentava sofrimento fetal com bradicardia. Após intubação traqueal e ventilação mecânica, apenas com Tiopental venoso a paciente foi estabilizada e levada ao centro cirúrgico para realização da cesariana. Após o parto, Débora ficou sete dias internada e precisou fazer tratamento anti-hipertensivo. Uma lesão neurológica hemorrágica occipital resultou em comprometimento permanente de parte do seu campo visual. Já Bia, que nasceu com 1.200 gramas, permaneceu por dois meses sob cuidados na UTI Neonatal. “Foi uma recuperação muito difícil, eu tive que ir para casa e deixar minha filha internada. O que me confortava é que a equipe do hospital era muito atenciosa e competente, tenho um carinho especial por todos”, comenta Débora, que hoje orgulha-se ainda mais de sua filha. “Este ano ela passou para a faculdade de medicina, é um ciclo muito interessante”.

Além de Bia, em menos de um ano Débora engravidou novamente. Sem qualquer complicação, Fernanda também na nasceu na Perinatal. “Nunca mais tive pressão alta, não precisei tomar remédio. A única complicação é que não posso dirigir, mas isso não é nada comparado a estarmos vivas e saudáveis”. Segundo Dr. Roger, a eclâmpsia pode ser prevenida. “Assim que detectado o risco durante o pré-natal ou internação hospitalar, antes ou após o parto, realizamos a internação. Em 18 anos, não tivemos nenhum caso de eclâmpsia após a internação de casos de risco na UTI”, observa. “As estratégias de proteção devem ser estimuladas mesmo após a alta para reduzir a incidência de eclâmpsia pós-parto”.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: