No mês da conscientização da endometriose, cirurgião-especialista em videolaparoscopia e robótica, Dr. Dyego Benevenuto, explica métodos de diagnosticar e combater a endometriose intestinal

Recorrente nas mulheres em idade fértil até a quarta década de vida, a endometriose intestinal acomete 5% das pacientes com endometriose pélvica. A doença se manifesta por meio do sangramento retal cíclico ou não, dor abdominal pélvica, constipação, obstrução intestinal ou diarreia no período menstrual, alerta o Dr. Dyego Benevenuto, cirurgião do aparelho digestivo e especialista em videolaparoscopia e robótica. “As queixas recorrentes relacionadas às alterações do hábito intestinal influenciam a qualidade de vida das pacientes, que convivem com episódios frequentes de dor ao evacuar, sangramento, constipação ou diarreia”, explica o especialista.

Realizada pela Perinatal, a anamnese da paciente e o exame físico com toque retal confirmam as suspeitas na maior parte dos casos. O diagnóstico completo, no entanto, exige exames complementares, como a ultrassonografia com preparo intestinal e a Ressonância Nuclear Magnética, que delimitam extensão e profundidade da região inflamada, assim como a relação da doença com outros órgãos. Nos casos de sangramento retal ou de lesões que comprometem todas as camadas do intestino e atingem a mucosa, opta-se pela realização da colonoscopia, procedimento no qual é possível estudar todo o cólon, fazer biopsias e descartar outras doenças.

As pacientes que apresentam indicação cirúrgica são operadas e acompanhadas por uma equipe multidisciplinar da Perinatal, composta por ginecologista, cirurgião, urologista, anestesista e nutricionista. A intervenção cirúrgica depende da extensão e da localização da doença. “É importante salientar que a presença da tríade clássica da endometriose, formada pela dismenorréia, dispareunia e infertilidade, contribui para aumentar a suspeita da doença intestinal concomitante”, alerta Benevenuto.

Existem basicamente três tipos de procedimentos cirúrgicos para a patologia: o Shaving, em que se faz a ressecção das lesões superficiais da parede intestinal; o Discóide, que com o auxilio de um endogrampeador circular, promove a ressecção de lesões nodulares maiores na parede intestinal do reto e sigmoide; e o Segmentar, que retira um segmento do intestino que contém as lesões endometrioticas. Essa última opção é indicada para as lesões maiores, com sinais de obstrução importante do intestino, ou múltiplas lesões. “A endometriose intestinal não tem relação com formação de câncer. Contudo, muitos dos possíveis sintomas são semelhantes, como sangramento nas fezes, sinais de obstrução intestinal e dor ao evacuar”, esclarece o médico.

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