Dr. Diogo Rosa, Ginecologista e Especialista em Videoginecologia da Perinatal, explica o porquê da endometriose atingir cada vez mais as adolescentes

O mês de março é marcante pela conscientização da endometriose, doença que afeta sete milhões de mulheres no Brasil, como afirma a Organização Mundial de Saúde (OMS). A patologia, pouco debatida no passado, hoje é tema de artigos científicos e estudos aprofundados entre especialistas na área de ginecologia. Ao contrário de tempos atrás, atualmente, a endometriose é diagnosticada cada vez mais cedo, o que facilita todo processo de tratamento, como afirma o Dr. Diogo Rosa, Ginecologista e Especialista em Videoginecologia da Perinatal. “Muitas mulheres sofriam com a doença e apresentavam sintomas como dor menstrual e na relação sexual, e infertilidade. Elas demoravam anos para serem diagnosticadas e, consequentemente, submetidas ao tratamento adequado”. Com o maior acesso as informações e a conscientização da população, a detecção tem sido realizada cada vez mais cedo, oferecendo uma qualidade de vida maior as jovens e adolescentes, que se descobriram portadoras da doença.

O diagnóstico da endometriose é feito, independente da idade, quando três fatores são analisados: a suspeição clínica, que surge após a anamnese médica; o exame ginecológico, que deve incluir toque vaginal – e não raramente o retal; e os métodos complementares, como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética da pelve. De acordo com Dr. Diogo, no momento da detecção o médico deve estar preparado para certos conflitos que podem surgir quando a paciente é adolescente. “Um dos principais fatores que norteiam o tratamento da doença é a fertilidade. A princípio essa não é uma questão imediata para essas pacientes, mas deve sempre ser sempre resguardada e protegida pelo médico para evitar cirurgias desnecessárias que possam interferir na sua reserva ovariana”. Ele explica que caso a cirurgia seja indicada, o profissional deve estar apto a realizá-la de maneira segura. A exposição ao estímulo hormonal dos estrogênios também é uma questão importante quando o assunto é tratamento em mulheres jovens. “A maneira como ele será controlado é crucial para evolução clínica”, pontua o médico.

Cada caso é um caso e, por isso, quando o assunto é endometriose, a análise é feita minuciosamente respeitando o histórico da paciente. Ao tratar as adolescentes, o cuidado é bem maior. Dentre os diversos modelos recomendados pelo médico, há a indicação de nutricionistas e psicólogos no tratamento. E quando o diagnóstico aponta endometriose profunda a atenção é triplicada, por envolver o procedimento cirúrgico. “Toda intervenção deve ser realizada por uma equipe experiente e especializada, para que sejam removidos todos os focos da doença de maneira adequada. Isso evita tanto mutilações relacionadas ao tratamento, quanto à doença residual – o que pode levar a abordagens cirúrgicas repetidas”, explica Dr. Diogo.

Atuando como ginecologista e especialista em Videoginecologia na Perinatal, Dr. Diogo vivência de perto experiências de mulheres de todas as idades, que procuram diagnóstico e tratamento correto e individualizado. Para ele a melhora na qualidade de vida de cada paciente é o fator mais importante do seu trabalho e, para isso, a equipe é composta por profissionais excepcionais. “Nossa equipe multidisciplinar está apta a diagnosticar e tratar a patologia em todos os estágios desde o seu diagnóstico, até o tratamento cirúrgico. Há anos atuamos no tratamento cirúrgico dos casos avançados, com excelentes resultados, independente da idade”, finaliza

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