A importância da assistência da neonatologia no parto

A importância da assistência da neonatologia no parto

Com 33 anos de profissão, o pediatra e neonatologista Sidnei Aronovich entende perfeitamente os principais desafios dentro de uma sala de parto. Dr. Sidnei explica que ainda no começo de sua carreira, a presença de um especialista em pediatria e neonatologia, junto ao obstetra, era apenas uma ideia que se propagava aos poucos. “Por vezes só éramos chamados após  o parto, o que acarretava em sequelas irreversíveis aos recém-nascidos. Hoje é obrigatório, e o passado parece um absurdo para nova geração de médicos”, conta.

De fato a exigência de um pediatra no centro cirúrgico é um ponto a mais para medicina, e vital para segurança da equipe, gestante, bebê e familiares. Atualmente, são eles os responsáveis por tirar dúvidas e ajudar a paciente com a ansiedade natural que antecede o nascimento do bebê. Junto à equipe, esses profissionais se mantem atentos as eventuais mudanças no procedimento, e prestam assistência ao acompanhante da gestante na sala de parto, sempre que possível. “Nosso papel exige atenção a todos. O pediatra ao entrar na sala de parto, é também o responsável por checar o material usado, montar e conferir o  carrinho de reanimação neonatal”, explica.

O cuidado também se estende ao momento mais importante da vida de uma mãe e seu filho. A chamada “Hora de Ouro” é assistida pelos pediatras, que estimulam a primeira interação entre os dois. Dr. Sidnei conta que, após a reanimação neonatal, ele investe um tempo, nem que seja curto, nesse contato. O método preserva o elo, incentiva a produção de leite, tranquiliza a paciente e traz a primeira proteção ao bebê. Feito isso, juntamente com os procedimentos de rotina de aferição, mãe e filho vão para o quarto, caso esteja tudo bem.

A experiência, não apenas na profissão quanto na vida, fez Dr. Sidnei entender que intercorrências acontecem e que o corpo clínico precisa trabalhar em equipe para fazer dar certo. “Num momento delicado, o pediatra e neonatologista, podem e devem ajudar na condução do trabalho de parto”. O médico, pai de um prematuro, explica que o papel de profissionais como ele, vai além do aspecto clínico. “Somos interlocutores junto à família e nossa equipe médica. Sabemos como um familiar se sente”, completa.

Exercendo a pediatria há mais de 30 anos, Dr. Sidnei Aronovich conta que as mudanças que ocorreram durante esse período foram benéficas e fundamentais para valorização da sua profissão. “Sou de uma geração q tinha que levar para os hospitais  o seu próprio material de reanimação como o ambu, máscaras e laringoscópio”. Hoje, com o desenvolvimento da tecnologia e a obrigatoriedade da presença de um neonatologista na sala de parto, Dr. Sidnei comemora a evolução e os avanços. “Eu tive a oportunidade de ver o grande progresso tanto na  medicina, como na neonatologia e isso muito me orgulha”.

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