Gestantes devem se manter protegidas de Zika e Chikungunya no verão

Bebês infectados podem ter microcefalia ou lesões cerebrais graves

O verão trouxe novamente a preocupação com a Zika. Por conta das previsões de umidade para a estação em 2020 serem maiores que os números registrados no mesmo período do ano anterior, o mosquito Aedes aegypti tende a se multiplicar ainda mais.

Dr. Renato Sá, chefe do setor de obstetrícia e medicina fetal e coordenador do Centro de Cirurgia Fetal e Neonatal (CCFN) da Perinatal, afirma que os problemas causados pela doença são ainda maiores para as grávidas. Além do risco de microcefalia, lesões neurológicas podem se manifestar no bebê mesmo meses após o nascimento.

“Antes achávamos que era apenas no primeiro trimestre, mas estudos comprovam que os riscos para mãe e bebê se mantêm altos durante toda a gravidez. A lesão pode se dar em qualquer período da gravidez porque o cérebro do bebê está em constante desenvolvimento”.

O médico conta que, além do risco de microcefalia, a Síndrome da Zika congênita também preocupa os especialistas da área. “São problemas no sistema nervoso da criança que vão além da microcefalia. Algumas manifestações podem aparecer depois do bebê ter nascido, mesmo não tendo sido identificadas durante a gravidez”, conta, recomendando que as mães que contraíram o vírus sejam acompanhadas até três meses depois do parto para afastar os riscos. 

Cerca de 40% das grávidas infectadas podem ter um filho com manifestações neurológicas, mesmo sendo descartadas as chances de microcefalia. A dilatação dos ventrículos cerebrais e as calcificações dentro do cérebro são algumas das complicações mais comuns do feto com a  doença.

Chikungunya também preocupa

O ano também será de maior preocupação com a Chikungunya. Projeções da Secretaria Municipal de Saúde apontam que até metade da população pode ser infectada pela doença. “A comunidade médica ainda conhece pouco sobre a doença, mas, sabemos que pode causar até insuficiência respiratória em mulheres”, conta Dr. Renato.

Por essa razão, o cuidado precisa ser redobrado. Ele recomenda que as gestantes se mantenham protegidas e prevenidas. “As grávidas não estão mais com o cuidado de cobrir o corpo para se protegerem o mosquito. É importante ressaltar que não temos a segurança de que o número de ocorrências será o mesmo que no ano passado, quando ocorreu o surto, mas não vale o risco”.

Além de eliminar os focos de proliferação do mosquito, as gestantes precisam manter o corpo coberto com calças e mangas compridas e usar repelentes recomendados pelo Ministério da Saúde. “Não usem os repelentes caseiros que popularizaram na internet, pois ainda não temos noção da efetividade e da eficácia deles. Prefira os de farmácia”, recomenda.

Outra preocupação é a de evitar ter relações sexuais sem camisinha, mesmo que o parceiro não apresente sintomas da doença. “Cerca de 80% dos casos de Zika são assintomáticos, então, durante a gravidez, é importante se manter protegida”. 

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