Recém-chegado de encontro da OMS, Dr. Roger Rohloff alerta sobre nova pandemia de gripe viral

Dr. Roger Rohloff, coordenador da UTI Obstétrica da Perinatal, foi escolhido pelo Ministério da Saúde como um dos três representantes do Brasil na Oficina de Manejo Clínico de Influenza Grave, promovido pela Organização Mundial de Saúde em Montevidéu, Uruguai, no mês de setembro. No encontro, especialistas da América Latina debateram medidas propostas pela OMS para melhorar os protocolos de prevenção e de tratamento clínico em casos de Influenza grave, como estratégia de resposta a eventuais pandemias gripais. E fica o alerta: há previsão de uma nova pandemia viral no continente.

“Até 2009, quando ocorreu a última pandemia de influenza,  a gripe era tratada como um tipo de infecção em geral benigna e transitória sem necessidade de tratamento específico. A síndrome gripal era conhecida como causa de morbidade e mortalidade especialmente nas faixas etárias extremas, crianças e idosos, e não tão relevante para gestantes. O  vírus da Infuenza A H1N1 já era conhecido antes de 2009, mas, por ser considerado relativamente estável, não se esperava que naquele ano fosse se tornar a causa da pandemia. Naquela época, o fato inesperado foi a transformação desse vírus no organismo de porcos, a partir da população aviária, ocasionando o que se convencionou chamar de gripe suína, com alto poder de letalidade. O surpreendente foi que esse novo vírus tinha semelhanças com o que causou a gripe espanhola de 1918.

Tanto em 1918 quanto em 2009, a gripe por influenza atingiu um contingente populacional sem imunidade prévia, o que determinou uma mortalidade humana sem precedentes. Nas duas ocasiões, foi observado um acometimento significativo de pessoas jovens e adolescentes, incluindo gestantes. Desde então as grávidas passaram a ser classificadas como grupo de risco e incluídas nos protocolos de tratamento antiviral e de vacinação para influenza. A vacinação é a principal estratégia de prevenção tanto para gestantes quanto para recém-natos e lactentes de até seis meses, já que a vacina só pode ser administrada após seis meses de vida. Nos primeiros seis meses os bebês devem ser protegidos por anticorpos maternos, transmitidos pela vacinação durante a gravidez.

Em 2019, a Organização Mundial de Saúde está recomendando que todos os seus países membros desenvolvam estratégias de assistência de emergência em suas redes de saúde. Há uma perspectiva alarmante de uma nova pandemia viral, por vírus influenza, possivelmente diferente do H1N1. O que podemos adiantar é que os obstetras devem estimular a vacinação de todas as mulheres no período gestacional, a melhor forma de prevenção de uma nova crise de proporções continentais”, Dr. Roger Rohloff.

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