Como o monitoramento cerebral de bebês está revolucionando a medicina

Tecnologias de ponta e acompanhamento remoto por equipe especializada reduzem risco de lesões neurológicas irreversíveis

Ao passo em que a ciência médica conseguiu reduzir de forma importante as taxas de mortalidade neonatais, não houve o mesmo êxito na redução do risco de lesão cerebral nos bebês que passaram por condições críticas. Então, emergiu um grave problema: grande número de bebês que passaram a sobreviver com lesões neurológicas irreversíveis para toda a vida, como dificuldades motoras, problemas de fala, visão e audição, além de diversas incapacidades de relacionamento. Da percepção deste problema surgiu, então, uma série de estratégias para tentar minimizar o risco de lesão cerebral na UTI incluindo assim o monitoramento contínuo de atividade cerebral em bebês.

– As lesões cerebrais têm enorme impacto social e econômico, tanto para a família como para a sociedade. Por isso, existe a percepção de que não basta garantir a vida, é  preciso garantir a qualidade de vida. Através do uso de tecnologias de ponta, e assessorados por uma central de monitoramento remota, fazemos a avaliação da atividade cerebral dos bebês de alto risco 24h por dia, 365 dias no ano. São medidas que, auxiliados por tecnologia da informação, possibilitam acompanhamento de pacientes, homogeneidade de condutas, armazenamento de dados e a análise dos resultados -, explica o médico Dr. Gabriel Variane, fundador da  Protecting Brains & Saving Futures (PBSF), cujo objetivo é promover o conceito de UTI Neonatal Neurológica nas maternidades e hospitais, como a Perinatal.

Segundo o especialista, 80 a 90% dos bebês que tem crises convulsivas não apresentam qualquer manifestação clínica, tornando inviável o diagnóstico e tratamento realmente eficaz. Em quatro anos de parceria com a Perinatal, mais de 400 bebês foram monitorados pela PBSF. Desse total, 26% apresentaram crises epilépticas, onde 78% dos casos foram diagnosticados exclusivamente devido a presença de monitoramento cerebral.

– É um número muito expressivo que comprova que uma equipe especializada tem muita influência nos resultados. O monitoramento e diagnóstico precoce de lesão cerebral valem ouro e este trabalho vem sendo reconhecido. Infelizmente, no Brasil apenas 5 a 10% dos hospitais contam com esse tipo de serviço. A Perinatal é uma das pioneiras realizando este trabalho de excelência em nosso país -, finaliza o médico.

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