Álcool e gravidez

Médicos não recomendam consumo de bebida alcoólica durante a gravidez

Descobrir-se grávida faz várias mulheres mudarem seus hábitos. A bebida alcoólica, em muitos casos, é deixada de lado durante a gestação. Puro instinto materno ou apenas pressão social? Pode ser uma coisa ou outra – e mesmo as duas juntas -, mas os profissionais de saúde agradecem. O consumo de álcool, dizem médicos, não é recomendável durante a gravidez.

– O assunto sobre consumir bebida alcoólica na gestação é bem delicado. Os trabalhos indicam que não há dose segura e que garanta que não haverá riscos para o bebê. Portanto, é melhor evitar e seguir as orientações do seu obstetra – diz Mariana Conforto, ginecologista e obstetra da Perinatal, no Rio de Janeiro.

Se fizermos uma pesquisa rápida na internet, encontraremos notícias de estudos sobre o assunto, artigos e comentários, muitos deles questionando a abstinência total de álcool na gravidez. Mas, na dúvida, não custa ouvir a recomendação de especialistas.

– A Organização Mundial de Saúde, a Associação Americana de Pediatria e a Associação Médica Britânica são unânimes ao afirmar que não existe nível seguro de ingestão de álcool abaixo do qual não ocorram os efeitos danosos do álcool – ressalta a pediatra Conceição Segre, coordenadora da campanha Gravidez Sem Álcool, promovida pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Há pelo menos um forte motivo para não arriscar: a síndrome alcoólica fetal.

– É uma doença provocada pela ação tóxica do álcool no organismo fetal, caracterizada por malformações congênitas, principalmente faciais, retardo do crescimento e alterações do sistema nervoso central. O diagnóstico é clínico e laboratorial. Não há mais dúvidas sobre a ação do álcool no organismo fetal. Os bebês afetados podem nascer com dependência e até mesmo apresentar a síndrome de abstinência. A síndrome deriva da ingestão de álcool pela mulher grávida, portanto para o concepto. Atualmente se admite que o esperma de um pai alcoolista também possa provocar a síndrome – explica Conceição.

Segundo a pediatra, dados publicados em 2017 indicam que, no mundo, a frequência da síndrome é de sete casos por mil nascidos vivos. Não há dados referentes apenas no Brasil. Ainda de acordo com a médica, não há cura para a doença.

A obstetra Mariana Conforto cita os problemas mais comuns associados ao consumo de álcool e explica o que pode ser detectado ainda durante a gestação:

– As principais intercorrências são crescimento fetal inadequado, diversas malformações estruturais e neurológicas fetais, trazendo consequências intrauterina e após o nascimento. Durante o pré-natal e os exames de acompanhamento é possível detectar um fundo uterino que não é compatível com o tempo de gestação. Assim como os exames ultrassonográficos podem ajudar a detectar medidas incompatíveis e malformações estruturais fetais.

Para esclarecer melhor sobre o assunto, a Sociedade Brasileira de Pediatria promove campanha sobre Gravidez sem álcool.

Fonte: Quem Coruja

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