Humanização no atendimento e estrutura especializada no tratamento do prematuro

Na Perinatal, localizada no Rio de Janeiro, os médicos fazem um planejamento estratégico desde os primeiros sintomas. A maternidade possui uma UTI especializada em alto risco com todo o aparato necessário para identificar rapidamente qualquer complicação que possa surgir e prestar o socorro durante emergências. Em casos de gravidez de alto risco, as mães e obstetras se preparam para fazer o parto já em unidades prontas para o rápido atendimento de emergência, evitando assim transferências que podem ser dificultadas pelo estado de saúde do paciente e aproveitando o período uterino, de menor risco.

“Quando o bebê nasce, é importante que ele tenha acesso rápido a toda estrutura necessária para salvar essa vida. Muitos lugares não possuem os equipamentos adequados para avaliar esses pacientes pelo pouco uso que teriam. Como o nosso hospital atende constantemente recém-nascidos em situações difíceis e complicações clínicas, temos todo o aparato necessário para resgatar essas crianças. Nos últimos anos adquirimos diversas tecnologias que identificam e tratam diversos problemas”, afirma Dr. José Maria Lopes, sócio diretor da Perinatal.

É o caso dos ventiladores de alta frequência, que facilitam a respiração do bebê com problemas no pulmão, do eletroencefalograma ampliado (AEEG), que diagnostica casos bem difíceis de convulsão e a incubadora Giraffe, que permite livre acesso do médico para realizar cirurgias à beira do leito. “As mães devem pesquisar se os hospitais possuem o necessário para atender esses casos”, diz.

Segundo Dr. Jofre Cabral, diretor clínico da UTI Neonatal do hospital de Laranjeiras, a diferença entre a vida e a morte pode ser a falta de equipamentos para diagnóstico. “Em hospitais que avaliam apenas o aspecto clínico e não existem aparatos necessários para analisar o metabolismo do paciente, sintomas subclínicos podem passar despercebidos. E esse intervalo entre a não detecção e a manifestação do problema fisicamente pode comprometer todas as chances de sobrevivência”.

A humanização no atendimento também é fator importante para a evolução do tratamento. Respeitar os tempos de sono e amamentação do bebê, promover o contato materno e paterno e utilizar de luz baixa no momento de descanso dos pequenos ajudam na evolução do quadro e são procedimentos aplicados nas UTIs neonatais do hospital. E foi pensando nessa aproximação que Perinatal desenvolveu, em parceria com Laboratório de Engenharia e Software da PUC-Rio (LES-PUC), o aplicativo “Amor de mãe”, que permite que a família envie mensagens de voz ao bebê prematuro na incubadora.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: